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domingo, 5 de julho de 2026

Palestra «Mitos» proferida pela Professora Doutora Leonor Santa Bárbara

No âmbito das comemorações dos 500 anos de Luís de Camões e da iniciativa «Camões: Engenho e Arte», teve lugar uma palestra intitulada «Mitos», proferida pela Professora Doutora Leonor Santa Bárbara, docente associada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigadora integrada do CHAM – Centro de Humanidades. É doutorada em Línguas e Literaturas Clássicas.

As duas sessões, realizadas no âmbito da Semana Cultural do Agrupamento, decorreram na biblioteca escolar, em horários distintos, e foram destinadas às turmas do 10.º e do 12.º anos.

No âmbito da preparação para a sessão, os alunos procederão à leitura e análise dos seguintes textos, que forma  trabalhados em articulação com Mensagem, de Fernando Pessoa, e Os Lusíadas, de Luís de Camões:

  • «Ulisses», in Mensagem, de Fernando Pessoa;
  • Excertos das Metamorfoses, de Ovídio;
  • «O Ciclope» (Idílio XI), incluído em Poesia Grega de Álcman a Teócrito, tradução de Frederico Lourenço.

Pretendeu-se que a leitura prévia destes textos permitisse estabelecer relações entre a tradição clássica, a literatura portuguesa e a construção dos mitos fundadores presentes nas obras em estudo.

Na ocasião, ofereceu à Biblioteca Escolar o livro Figuras Camonianas do Mito, da autoria de Mafalda Viana, editada pela Tinta da China. Centra-se em Os Lusíadas, analisando o papel das figuras mitológicas no poema e mostrando como Camões estabelece um diálogo com os poetas da Antiguidade, recuperando e recriando os seus temas na sua própria escrita.

O AE Anselmo de Andrade retribuiu com a oferta do livro Camões. Uma antologia, de Frederico Lourenço. 
















quarta-feira, 19 de julho de 2023

2022-2023- CIENTIFICAMENTE PROVÁVEL - CHAM - Universidade Nova de Lisboa

 MONSTRA MARINA - Do real ao imaginário

Na semana da leitura, investigadores do CHAM da Universidade Nova de Lisboa, realizaram duas palestras intituladas “Monstra Marina” e «Arqueologia subaquática» dirigidas alunos do 3º ciclo  e ensino secundário da Escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade.


Os alunos foram convidados a realizar uma viagem desde os primórdios da navegação e do conhecimento do mundo, onde todos os fenómenos que apresentassem forma, tamanho e ruídos fora do comum, eram apontados como monstros. Os marinheiros e a população da época temiam a Monstra Marina.

 Observaram várias gravuras da época e conversaram sobre os aspetos históricos e mitológicos que habitam o imaginário popular, há muitos séculos. A Monstra, disseram, consistia no modo como as pessoas entendiam o avistamento de baleias ou cachalotes,  animais desconhecidos, que deram origem a uma cartografia que, para além dos territórios conhecidos, monstros marinhos de várias formas e feitios eram alusivos ao que, hoje, chamamos e identificamos como baleias, pelos esguichos representados sobre as suas cabeças. 

Havia o hábito de atribuir o nome de animais terrestres a estas criaturas marinhas: vaca-marinha, lobo-marinho, cavalo-marinho, entre outros, que originaram muitos mitos. 

No âmbito da sessão sobre «arqueologia subaquática», o CHAM deu a conhecer os principais tipos de sítio conservados em ambientes submersos, considerando os processos de formação do registo arqueológico, algumas da metodologias de prospeção, escavação e registo de contextos arqueológicos submersos e alguns procedimentos para a identificação de materiais específicos relacionados com aspetos da cultura marítima.

Os alunos, por último, levantaram várias questões e realizaram trabalhos que foram expostos na Oficina da cultura, em Almada, na semana cultural do agrupamento, conforme os registos abaixo indicados: 

                                         

                                       













                                     Imagens: biblioteca do AE Anselmo de Andrade